Chegamos ao centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima. Esta data, longe de ser uma simples comemoração, está cheia de significado e de mistério.

Com efeito, em 1917 a Virgem advertira os pastorinhos de acontecimentos trágicos que viriam, caso a humanidade não desse ouvidos à sua admoestação, como a Segunda Guerra Mundial, ocorrida de 1939 a 1945, e a expansão da revolução bolchevique eclodia na Rússia apenas um mês depois da sexta aparição. Pedia Ela também, de forma materna e insistente, a conversão; caso contrário duras perseguições se desencadeariam contra a Igreja e a mão de Deus puniria a terra por sua infidelidade. O futuro estava nas mãos dos homens. Deles dependia atrair sobre si o perdão ou a desgraça.(…) A humanidade, porém, qual estrada seguiu? A estreita, nobre e luminosa que leva à vida? Ou a larga, inclinada e tenebrosa que conduz à morte? Não há, caro leitor, um bom católico que não tenha a resposta a tais indagações… Em função deste panorama, o que virá a acontecer? Eis a auréola de mistério que paira sobre este centenário: qual será o porvir de nossa civilização contemporânea?

Por isso, Nossa Senhora julgou necessário fazer conhecer aos homens a tragédia que viria se não mudassem de conduta, precisamente para não ter de castigá-los. Suas advertências anunciavam uma punição condicional, que se daria apenas caso a humanidade não se convertesse.(…) Uma confirmação dessa didática materna foi o milagre do sol(13 de Outubro de 1917), presenciado por setenta mil pessoas: o astro rei executou terríveis giros no céu, parecendo, em alguns momentos, que iria despencar sobre a multidão que, ajoelhada, pedia perdão a Deus por suas culpas.

Todavia, por cima das previsões mais catastróficas, é preciso ter diante dos olhos o nascer de um sol de esperança. Sim, pois o decreto divino anunciado pela bela Senhora foi o de sua gloriosa vitória: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.(…) Portanto, as profecias de Fátima são, antes de tudo, palavras de esperança e de certeza da vitória.Não é o anúncio do fim, senão a aurora de uma nova era histórica.(…) Esta era histórica que virá como uma grande misericórdia é o Reino de Maria previsto por São Luís Maria Grignion de Montfort, que não é senão o triunfo do Imaculado coração de Maria, anunciado por Nossa Senhora aos pastorinhos.(…) O triunfo d’Ela é o triunfo de Cristo. É o reino de Maria, no Reino de Cristo!

(Por fim,  o meu Imaculado Coração triunfará! Mons João Clá Dias)

 

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