Num pequeno povoado da França, cujo nome a História esqueceu, havia uma família inteiramente entregue às ideias do Iluminismo, ou seja, uma aversão à Religião Católica e, portanto, a Deus. Nessa época, alguns pensadores sugeriam que as crianças fossem educadas na total ignorância do Criador, pois segundo eles, a crença em Deus provinha de uma mera convenção do passado.

Mateus e Lorena, seguindo a moda do tempo, queriam comprovar essa teoria, e para isso escolheram o próprio filho, chamado Michel. Seu ardiloso plano confinaria seu filho à completa proibição de falar sobre Deus e ao isolamento total da sociedade, numa ilha deserta. Sem saber da má intenção dos pais, vivia ele na “alegria” de sua infância.

Os anos se passaram calmamente naquele lugar improvisado, e quando Michel já tinha 12 anos, certo dia causou uma preocupação a seus pais. Ao sair a passear, demorou-se para regressar, sem deixar qualquer rastro de seu paradeiro. Vendo que caia a tarde, a mãe aflita, chorava de desespero, o esposo sem saber mais onde podia procurar, resolveu, por fim, fazer a última tentativa. Dirigiu-se, então, apressadamente, ao penhasco mais alto da ilha.

Após laboriosa escalada, o pai, exausto, deparou-se com uma cena verdadeiramente comovedora: o menino estava sentado sobre uma rocha a contemplar o pôr do Sol. E qual não foi a sua surpresa, tendo se aproximado lentamente do filho, ouvir que brotava de seus lábios inocentes a seguinte oração: “Ó Sol, mande um beijo Àquele que criou a ti e a mim!”.

Comovido, o pai abraçou seu filho e o levou de volta, agora não mais ao caminho da ignorância de Deus, mas à casa paterna da instrução religiosa. Através da contemplação da natureza Deus “se revelou” ao menino! Este foi um dos temas tratados no último feriado para os jovens participantes do Simpósio sobre a oração, mostrando como rezar é elevar a mente a Deus, e o quanto nisto se aplica o carisma dos Arautos do Evangelho.

Um dos dias ocorreu na Chapada, não faltando as recreações e lanches saborosos. Agradecemos ao Revmo Diácono Paulo Albert, que veio de São Paulo especialmente para passar conosco esses dias de formação, e também a família Garcia Pires de Miranda que cedeu sua Chácara de uma vista tão privilegiada, onde pudemos admirar o pôr do Sol.

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